domingo, 9 de outubro de 2011

PAZ



Humanos/desumanos:

Nestes dias assisti pela TV o representante na ONU, solicitar que seja criado o estado palestino. Nada mais justo. Se todos têm um estado, uma pátria, uma representação, porque não?
E, seria ali o fórum mais indicado para a resolução.
Aquela conflagrada região necessita de paz, diálogo, entendimento. São primos, oram para um mesmo Deus e... Não se entendem!...Assim é que, para viver momentos das Arábias, fui ao Amir.
Aguardava-me a sempre charmosa e encantadora R.J.

Mesmo num espaço não muito grande, pude observar que tudo funcionava a contento. Uma bandeira do Líbano enfeitava uma das paredes. Pensei naquele país, considerado, numa época ,a cultura do Oriente.Depois as guerras...

A decoração do lugar lembrou-me aqueles oásis no deserto. Só faltou uma dançarina, com a sensual dança do ventre...

A comida, sempre renovada, não falhava: pastinhas típicas, entradas delicadas, pratos especiais... Um convite ao prazer!...

Fato marcante o garçom: solícito, gentil, educado, fato difícil nos dias de hoje. Em minha delirante cabeça, passou a ideia, de como aquela região conturbada seria melhor se todos fossem iguais a este cavalheiro, de nome Soares. Ele começou nos servindo uma cestinha, com o alimento mais tradicional e sagrado, que se tem notícia: O pão. Típicos, mornos e que junto às pastinhas, nos encheram de prazer.

Deu-nos igual, entre outros: homus tahine, babaganoush, tabule, esfihas, kaftas, tipos de arroz, etc.etc.

A cada mordida, sob o doce olhar de R.J., a dançarina sensual do Oriente, contorcia-se em minha imaginação.

Chegamos ás sobremesas. Doces árabes. Divinos. Ataifes: recheados ora com pistaches, nozes, damascos, ricota.

No final um chá árabe de hortelã.

Saímos, pois se continuássemos no local, correríamos o risco de acampar no local e nos fixarmos...

Na rua comecei a assobiar Sheherazade, de R. Korsakov.

f.a.

2 comentários:

  1. Líbano terra da minha mãe e do meu tio avô primeiro ministro de lá na década de 40. Sua culinária é inigualável. Minha tia Pareskewvi(origem grega) fazia aqueles charutos de folha de uva recheado com arroz c/condimentos que não deixava um no panelão de todos os sábados. Só os encontro hoje no La Mole. É mole?

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  2. Dileto Anônimo:

    Recomendo ir no AMIR, lembrar-se-á de sua inesquecível tia...
    Grata pelo comentário.
    Sempre sua;
    f.a.

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