Humanos/desumanos:
Após o STF manter os poderes do CNJ e ainda acreditar que há luz no fim do túnel, fui comemorar o marcante fato no STEAK HOUSE.
Era um dia de verão. De calor abrasador. Senegalês como dizia titio Epaminondas (Êpa para os íntimos), de saudosa memória.
Apaixonado contumaz de suas carnes variadas: filés, picanhas; suína, churrascos, frango e outras novidades, também tendo espaço para um honesto salmão grelhado. Sem contar os aperitivos.
E, nestes anos todos, tive a prova, por que a casa se chama de Steak House. A casa da carne.
Também serve massas.E,um feijão preto diferente, de tão bom...
Mas, dizia eu: era um dia em que era possível fritar um steak na calçada, colaborando com o meio ambiente e economizando energia...
Entrei e sentei-me no mesmo lugar. Há anos.
Seus antigos donos foram buscar um autógrafo do Clint Eastwood, e não voltaram mais, comenta-se...
Fiz o mesmo pedido, que só mudará quando o Bonsucesso chegar a Copa Libertadores da América...
Infelizmente a misteriosa e sedutora R.J. não estava, pois se encontrava esquiando no Colorado. Inveja...
À minha volta, possantes ventiladores procuravam aplacar o infernal calor. Mas, em vão... Pareciam turbinas de avião que alçariam vôo a qualquer momento...
Meu prato veio como pedi. Ali, não tem erro.
Seus garçons, (e em especial o Marcos, um marco de profissionalismo, com trocadilho e tudo!) sempre simpáticos, atendem ao público da melhor forma possível.
Público este, dos mais fiéis e diversos: estudantes, comerciários, bancários, famílias, militantes políticos... A casa aglutina às boas idéias.
Notei que alguns garçons sentiam a canícula. Não pude deixar de ser solidário.
De sobremesa pedi um pudim de leite com ameixa, que me lembrou o da vovó do Fonseca.
Feliz com o serviço e infeliz com o calor, solicitei a conta.
No caixa uma gloriosa bandeira do mais querido, do Clube de Regatas do Flamengo, onde neste mesmo dia, coincidentemente com o calor reinante, o competente Luxemburgo “queimava no mármore do inferno”... Para contrabalançar, o retrato na parede do maior time que o planeta terra viu atuar, o glorioso Santos F.C., que jogava bem no sol ou na neve... em qualquer ambiente!
E, neste clima( quente) de total descontração, saí à rua assobiando Sabiá (Tom Jobim e Chico Buarque): “Vou voltar, sei que ainda vou voltar...”.
No inverno... ou no verão com ar condicionado...
f.a.