Humanos/desumanos:
Para amenizar este calor sufocante e tentar esquecer
as tristes e constantes notícias que também nos asfixiam, fomos ao Instituto Moreira Salles, oásis situado
na Gávea. Apesar de ter prédios altos vizinhos, curte-se uma sombra, o
verde, riachos que o cortam e uma bela arquitetura. O bom gosto predomina. Exposições,
acervos, música, literatura ,iconografia permanentes. A sétima arte presente
completa este presente. Aliás, o que esperar de um belo projeto de Olavo R. de
Campos e de um paisagismo/mural de Roberto B. Marx? A mata atlântica de
10.000m2 agradece. A família que viveu neste paraíso tb. e agora aproveitada
por simples mortais.
Eu, a
delicada, leve, vaporosa e deslumbrante Madame R. curtimos esta exuberância: visitamos
as salas, enchemos nossos espíritos de cultura e arte. Aí incluindo o belo
filme em cartaz.Sem falar no ar puro, que nos deu certa fome.
Assim, descobrimos
o simpático, aprazível Café Galeria.
Este, não nos decepcionou. Suas amáveis garçonetes e não menos afável Luis Felipe
(supervisor) nos atenderam com competência. Pedimos como entrada um pão com
abobrinha: estava ótimo, porém 03 fatias é muito pouco para o preço cobrado... Fica
a abusada sugestão. Pedi um grelhado
acompanhado com batata doce e uma massa. Estava perfeito. Madame R.,
bebericando sua indefectível água mineral com gás, pediu um prato de criança:
explica-se seu regime espartano. Mesmo assim, a quantidade veio para uma
criança em regime... Outro atrevimento
de minha parte. Mas sem perder a qualidade do sabor, é claro. De sobremesa um
crumble (torta inglesa) de maçã, com sorvete de creme. Divino. Corre o “perigo”
das cozinheiras, supervisor e garçonetes pedirem um aumento em seus salários...
merecem! Agora passei dos limites, extrapolei! ...
A casa tem uma extensa lista de delícias em seu cardápio.
Sem contar os chás completos, sucos, bebidas, etc.
É um lugar que completa a visita cultural, sem perder
o bom gosto pela comida oferecida.
f.a.