domingo, 19 de setembro de 2021

CASANOVA Humanos/ desumanos: Para passar ótimos momentos e diminuir as saudades de Mme. Z, e vice versa,fomos ao aprazivel CASANOVA, onde as iguarias da terrinha lusitana predominam. A misteriosa Mme Z, chegou pontualmente ao trepidante encontro. Fomos recebidos, com fidalguia e elegancia , oque era certamente esperado, por Rodrigo e Ricardo. Dois gentlemen. O restaurante, situa se , numa casa com área interna e externa. Preferimos a externa, face a Pandemia que nos encontramos e pelo belo paisagismo em nossa volta. Foi nos apresentado um cardapio, assim como uma vasta carta de vinhos. Tanto este como aquele, com predominancia de pratos/ vinhos portugueses, onde o bacalhau figurava em destaque, entre outra iguarias portuguesas. Para o ante pasto pedimos um delicioso pão D. Adelaide. Muito bom.Assim, sem pestanejar, escolhemos o bacalhau a LAGAREIRO (lombo de bacalhau, batata a murro, tiras de pimentão colorido, brócolis, alho e cebola miuda. Assado ao forno com muito azeite). Veio a porção para uma pessoa, que satisfaz plenamente. Não aquela em que chamamos de bestial… Ainda bem. Muito bom.Para acompanhar , um tinto Porca de Murça. Foi o bastante para que Mme Z e esta que vos escreve, colocassemos os assuntos em dia: quem morreu ( foram tantos, infelizmente), quem sobreviveu, assuntos familares, médicos, etc etc e demos boas gargalhadas com lembranças de um passado remoto e com o patético, que a vida nos oferece. Mme Z, não deixou escapar nada. Fina, educada e culta é uma excelente companhia. Para sobremesa, um rocambole de laranja, que dividimos e que me fez sentir , que estava vivo. Isto tudo servido ,pelas ótimas Eliane e Ketty. Ao sair, fomos saudados pela fina flor da literatura portuguesa: Eça de Queiroz, Miguel Torga, Ricardo Reis,Fernando Pessoa, Miguel Esteves Cardoso… f.a.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

FRÉDÉRIC epicerie



                            

Humanos/desumanos:

Para colocar os assuntos em dia e rever a exuberante  e admirável beleza de Mme Y, combinamos almoçar no Frédéric epicerie, sugestão sempre perspicaz da própria. 
Cheguei antes.Observei o pequeno, mas aconchegante local, no aprazível bairro do Leme.
Sentei-me na varanda. Uma brisa  acariciou-me.
Súbito, como uma quimera, e não era, surge  Mme.Y: bronzeada pelo astro rei, elegante e esbelta.Não a via há tempos. Conversamos sobre tudo, inclusive sobre o sombrio momento , que vive o país. Mas, não nos alongamos no então assunto funesto, para não tirar a alegria do encontro.
Aproximou-se, com discrição e elegância o garçom Mattheus, que nos apresentou  um vasto  cardápio onde mostrava uma  variedade de petiscos, entradas, pratos principais e sobremesas, o que  causou-me agradável surpresa. Tudo de fino gosto. Como o atendimento.
 Mme. Y estava tentando manter-se em forma ( faz Academia, confessou-me), pediu uma salada de rúcula, mozzarela crocante e tomate confit balsâmico. Divino.
No prato principal, pedimos o peixe do dia (dourado),moussoline de batata baroa e molho virgem com camarão, chips de batata. Embora ela não apreciasse o crustáceo ( motivos religiosos/outros , quero crer). Estava tudo ótimo.
Na sobremesa, depois de dúvidas avassaladoras, o escolhido foi pot au chocolat com sorvete de baunilha.Dos deuses.
Entraram vários frequentadores daquele oásis gastronômico. Mme. Y conhecia alguns e estes foram cumprimenta-la. Aliás, o que e quem ela não conhece, onde há qualidade? 
Trepidante,seu celular para variar, não parava. Acostumei-me.
Foi uma tarde prazerosa, pela companhia e pelo lugar.
Despedimo-nos e uma leve e refrescante chuva começou a cair.

f.a.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

CROSTA PADARIA




                                                             

Humanos/desumanos:


Para fugir da rotina e outras mazelas que nos afligem, fui conhecer a BAKERY CROSTA. Situada na Lopes Trovão, 448/104. Icaraí/Niterói.
Agradável surpresa!!

Pães das mais diversas variedades:pão de cúrcuma com grãos(paixão imediata, ou melhor na primeira mordida!...),fougasse de azeite e azeitonas, ciabatta tradicional italiana,pão integral, brioche de tradição,baquette de tradição,focaccia,cinnamol roll, brioche de forma, etc etc sem esquecer os doces expostos!! Além de um café expresso, águas, cervejas.

Mas o pão é must da casa. Feito com a autêntica farinha de trigo francesa!!
Não , eu não estava em Paris…  Mas a qualidade e o cuidado como são preparados os pães, deu-me a sensação de estar na cidade luz!!
Sem falar na empatia do Mendel, o chef que além de  atender ao variado publico, explica com paciência como são preparados os pães expostos. E , a Mariana, que na primeira visão, pensei ser Uma Thurman, mais bonita que a atriz, é claro. Ela serve no balcão, irradiando beleza  e boa vontade.
Assim, duvido que em Paris tenhamos este oásis de simpatia reinante, mas certamente a qualidade é francesa.

Retornei ao lar com aqueles produtos e imaginei uma música típica francesa ao som de um acordeon, enquanto procurava os mesmos: tinha beliscado no caminho… A tentação foi maior!!...
Imperdível!!

f.a.



                                    


sábado, 11 de março de 2017

CAIS DO ORIENTE






                             Humanos/desumanos:

Para aliviar as tensões e matar as imensas saudades do local, fomos ao CAIS DO ORIENTE. Localizado numa região onde a cultura, história e arte se juntam. Suas calçadas antigas e o casario em volta me vez ver senhorinhas vestidas a caráter com seus guarda sóis coloridos  e senhores de fraque, polainas , pincez-nez e chapéus da época... Deve ter sido o sol... Pois no exterior estava escaldante! Contrário ao refrigério de seus amplos salões, onde a decoração, o piso e suas paredes de pedra nos remetem aqueles tempos.
A trepidante e envolvente Mme. Y nos acompanhava. Como se trata de mulher com mil ocupações, para meu azar, seu telefone celular não parava.
Enquanto o prato pedido não chegava, notei o bom gosto do local. Preserva-se a história. O bom gosto predomina.
Seu cardápio é farto e variado, constando de atum, cherne, bacalhau, tilápia, pirarucu, picanha, filet mignon, galinha caipira, javali, bife de chorizo, ossobuco de vitela, risotos, etc. com os respectivos acompanhamentos. Sobremesas encantadoras como queijadinha com sorvete Romeu e Julieta, torta pecã com sorvete de creme entre outras iguarias.
O nosso prato foi linguado a belle meuniére com risoto de alho poró. Estava divino. Como sobremesa um agradável  brinde da casa: petit gateau com sorvete, que rapidamente evaporou do prato. Além dos serviços do simpático, eficiente e profissional (são poucos!) garçom Fontenelle.
Foi uma tarde encantadora.
À saída, com o sol a pino, juro que vi a turma do império novamente... Elegantes e bem vestidos caminhavam pelas calçadas de pedra.
f.a.

domingo, 8 de janeiro de 2017

AMADAMATA




                                 Humanos/desumanos:

Para fugir do calor, das tristes e constantes notícias de 2016, fomos com a família, ao refúgio ecológico AMADAMATA e iniciar 2017 com o pé direito.
Realmente um cenário encantador. Um sonho situado em meio à Mata Atlântica em Macaé de Cima, Nova Friburgo.
As acomodações são de fino e requintado gosto. Tudo pensado nos mínimos detalhes. Sim, porque seus simpaticíssimos, amabilíssimos e perfeccionistas donos (Carlos e Carla), pensam em tudo!
Do completíssimo e farto café da manhã. Do almoço e jantar com iguarias fantásticas, que dada à variedade e qualidade ficaríamos aqui descrevendo sem parar... E, o lugar é de descanso. Do corpo e da alma.
Para nosso deleite eles tocam um RESTAURANTE ESPAÇO BISTRÔ, sob a batuta da mestra de cozinha Fabiana. Assim uma variedade de entradas, peixes, carnes vermelhas, massas, fondue, sobremesas, etc. Bebidas finas, cervejas das mais famosas nacionais e internacionais, vinhos de várias procedências, etc.
Seu lazer é mágico: caminhadas no Refúgio, banhos nos poços do Rio Macaé, fauna e flora para sentir que estamos vivos e a natureza (respeitada) existe!
Até um cinema com direito a cadeiras apropriadas a pousada dispõe, com uma filmoteca completa, para todos os gostos adultos e infantis.
Dada a paz reinante neste lugar, os funcionários são calmos, eficientes e simpáticos.
O ar, a terra, a vida agradecem tanta beleza.
O paraíso existe.
f.a.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

R.J.

                                                             



                                     

                                       Humanos /desumanos:


É com enorme dor e com minha alma despedaçada, que comunico o trágico desaparecimento de minha amada R.J.

Ela foi a criadora, inspiradora e que deu nome a esta modesta coluna. Sem ela, não existiria o emcomendola.

Suas sugestões, opiniões, e principalmente sua marcante e constante presença, me inspiravam.

Além de ser uma criatura como poucas que conheci nesta sofrida vida: de uma raríssima solidariedade humana com o próximo, amorosa, sensível, inteligente, boa mãe, dedicada, responsável.

Ela sempre me aconselhava, em nossos agradáveis e felizes encontros para não pronunciar a palavra medo. Palavra esta tão presente em minhas origens.

A vida é dura. Tornou-se mais sem R.J.

Ficaremos um tempo sem comentar.

A R.J. nosso eterno agradecimento por te-la conhecido

Obrigado por tudo.

Descanse em paz.

Sua,

f.a.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

CAFÉ GALERIA. A ARTE CONTINUA...



                                                      

Humanos/desumanos:

Para amenizar este calor sufocante e tentar esquecer as tristes e constantes notícias que também nos asfixiam, fomos ao Instituto Moreira Salles, oásis situado na Gávea. Apesar de ter prédios altos vizinhos, curte-se uma sombra,  o verde, riachos que o cortam e uma bela arquitetura. O bom gosto predomina. Exposições, acervos, música, literatura ,iconografia permanentes. A sétima arte presente completa este presente. Aliás, o que esperar de um belo projeto de Olavo R. de Campos e de um paisagismo/mural de Roberto B. Marx? A mata atlântica de 10.000m2 agradece. A família que viveu neste paraíso tb. e agora aproveitada por simples mortais.
 Eu, a delicada, leve, vaporosa e deslumbrante Madame R. curtimos esta exuberância: visitamos as salas, enchemos nossos espíritos de cultura e arte. Aí incluindo o belo filme em cartaz.Sem falar no ar puro, que nos deu certa fome.
 Assim, descobrimos o simpático, aprazível Café Galeria. Este, não nos decepcionou. Suas amáveis garçonetes e não menos afável Luis Felipe (supervisor) nos atenderam com competência. Pedimos como entrada um pão com abobrinha: estava ótimo, porém 03 fatias é muito pouco para o preço cobrado... Fica a abusada sugestão.  Pedi um grelhado acompanhado com batata doce e uma massa. Estava perfeito. Madame R., bebericando sua indefectível água mineral com gás, pediu um prato de criança: explica-se seu regime espartano. Mesmo assim, a quantidade veio para uma criança em regime...  Outro atrevimento de minha parte. Mas sem perder a qualidade do sabor, é claro. De sobremesa um crumble (torta inglesa) de maçã, com sorvete de creme. Divino. Corre o “perigo” das cozinheiras, supervisor e garçonetes pedirem um aumento em seus salários... merecem! Agora passei dos limites, extrapolei! ...
A casa tem uma extensa lista de delícias em seu cardápio. Sem contar os chás completos, sucos, bebidas, etc.
É um lugar que completa a visita cultural, sem perder o bom gosto pela comida oferecida.
f.a.